27/08/2020

Eutanásia, ortotanásia e distanásia: a linha tênue entre a ética e a piedade

Considerados como auxílio ao suicídio, os conceitos e significados subjetivos de eutanásia, distanásia e ortotanásia são abordados pela bioética (ciência formada pelo conjunto: vida + ética) pelo simples fato de girar em torno da ética profissional e também da autonomia do paciente, , princípio que garante a “liberdade de decisão” das pessoas sob suas vidas. A exceção do princípio da autonomia se dá em menores de idade e adultos inconscientes ou afetados por patologias neurológicas e psiquiátricas severas, nestes casos, a autonomia é passada aos tutores e responsáveis legais.

A eutanásia se refere à antecipação da morte, entendida como um óbito provocado por piedade, para tirar o sofrimento do paciente. Geralmente é aplicada quando uma pessoa sofre de alguma enfermidade ou doença terminal e, uma terceira pessoa causa essa morte intencionalmente. No Brasil, este ato é proibido por ser considerado homicídio.

Já a ortotanásia significa morte natural, ou seja, neste caso, o óbito ocorre por seu processo natural, acarretado pela evolução da doença. Assim, métodos extraordinários de suporte de vida são evitados, tais como medicamentos e aparelhos, em pacientes cuja recuperação já não é mais vislumbrada. Cabe salientar que o Conselho Federal de Medicina aprova esse ato, principalmente por levar em consideração o conforto do paciente.

Agora, a distanásia, é a mais complexa das três, pois representa o ato de adiar o dia da morte, prolongando, assim, a vida com procedimentos fúteis e sem benefícios para o paciente eu se encontra em fase terminal, forçando para que esta sobreviva o máximo de tempo o possível, sem se preocupar com o conforto e qualidade de vida do paciente.

Estes conceitos se conectam por apresentarem uma linha tênue entre a vida e a morte, além da participação da ética, na qual o profissional atuante na área da saúde busca entender e respeitar a autonomia do paciente.

 

Autoria: Luiza Gabrielli da Silva Santos – estudante do curso de Farmácia e Laboratório

Gabriela Ferraz Leone – docente responsável pelo curso de Farmácia e Laboratório

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