13/11/2019

Milagre Da Engenharia Genética?

Há muito tempo, costumava-se acreditar que o câncer não tinha cura. Porém, com o avanço da ciência em conjunto com a tecnologia, novos estudos e testes clínicos estão sendo feitos em pacientes que apresentam a doença, como o caso de Vamberto Castro, que recebeu um tratamento inovador.

Vamberto apresentava linfoma em seu estado terminal. Após passar dois anos por tratamentos convencionais, sem apresentar sinais de melhora, recorreu a um tratamento experimental no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Trinta dias depois, foi possível notar a eficácia. Foi quando os dias de luta de Castro encontraram um fim, e ele teve alta, embora ainda seja necessário fazer um acompanhamento contínuo pelos próximos anos para se certificar de que realmente não há mais sinal algum do câncer em seu organismo.

Mas afinal, como o câncer foi expulso do corpo dele? Foi alguma medicação nova que inventaram? Alguma espécie de quimioterapia modificada?

Não. Foram as próprias células do paciente que o curaram.

Biologicamente falando, nosso sangue possui um tipo de células defesa, os linfócitos T, que são responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos.

 No caso do linfoma, as células cancerígenas apresentam uma proteína que os linfócitos T não consideram estranha: a proteína CD 19. Porém em laboratório foi possível inserir um fragmento de DNA nesses linfócitos, e assim eles começaram a codificar uma proteína receptora capaz de reconhecer a CD 19. Essas células modificadas foram colocadas de volta no corpo do paciente, que se multiplicaram e eliminaram as células tumorais.

Pode-se dizer que é um tipo de tratamento muito mais saudável. Pois a quimioterapia e os outros tipos de tratamentos convencionais são sofridos para os pacientes na maioria dos casos, que acabam até mesmo experienciando efeitos colaterais nocivos, sem contar que são poucos casos em que são apresentadas melhorias.

Então seria muito positivo para a população se o tratamento, no qual as próprias células do paciente são usadas como “remédio”, pudesse ser amplamente aplicado.

Mas infelizmente não é uma cura definitiva, pois inicialmente o tratamento foi projetado especificamente para o linfoma e para a leucemia, e ainda há muito o que ser estudado e testado para verificar se outros tipos de câncer podem ser curados por meio dessa terapia também. Afinal, os tipos de câncer sólidos tendem a ser mais resistentes e mais difíceis de se lidar.

Além disso, existem obstáculos políticos e financeiros a serem enfrentados para que esses testes possam ocorrer. Então estamos contando com a ajuda dos governantes, para que eles possam cada vez mais investir em recursos para a área da saúde.

Se pudermos então contar com esse tipo de suporte, tanto financeiro quanto com a participação de voluntários para a realização dos testes, futuramente, é possível que esse tratamento esteja acessível a toda a população, podendo ser implementado até no sistema de saúde público.

 

Referências:

 

HADDAD, Matheus. “Cura do câncer” pode estar mais perto. Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2019.

G1. Mulher celebra terapia inédita que ajudou marido contra câncer terminal em SP: ‘Inacreditável’. Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2019.

 

Nome do aluno que fez o artigo: Mateus Santin.
Nome da Orientadora: Mayara Gomes
Turma: Farmácia 708

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